09 abril 2017

Vermelho e Verde: Capítulo 07 - Revelações



História de dois ex-militares que amam o perigo e o trabalho.
Ambientada em The Sims 2 na primeira e segunda temporada. 
A terceira temporada será vivida em The Sims 4.

Atenção: para assistir melhor os vídeos e músicas do capítulo, sugiro que dê pausa na playlist acima. E para ver com letras maiores, é só dar Zoom (segure a tecla Ctrl e aperte o sinal de + do teclado). 

Capítulo 07
Revelações



Resumo do capítulo anterior: Seu Pedro recebe alta do hospital, onde é diagnosticado com problemas de coração; Carol e André levam a banda Nordic Lhama para conhecer a cidade. Josh Batera revê seus conceitos sobre algumas moradoras.



Jantar em Família



Na casa dos pais de André, o velho casal, que já tinha acordado, conversava sobre os últimos eventos.


– Estou fazendo aquela sopa que você gosta*. Logo estará novo em folha.

* Sopa Caseira da Vovó: Benefício de aspiração vitalícia capaz de curar um Sim de qualquer doença.

– Sei disso. Eu ainda não sei o que a sua sopa não cura, mas as minhas preocupações são outras.
– Qual é então? – Marta pergunta intrigada, mas sem desviar os olhos da comida.
Pedro se levanta e começa pelo assunto mais leve.


– São duas coisas na verdade. Quando é que você vai deixar de implicar com a moça?
– Eu não implico. Ela é que tem cara de sonsa! – Marta expõe sua opinião
– Pensa que não vejo? Você a admira! E desde que André a trouxe, a nossa casa tá mais bonita, mais alegre... Você até desempacotou algumas coisas velhas só para deixar a casa mais arrumada, como antigamente.
– Tinha coisa que precisava tomar ar para não apodrecer. E quer que eu queime a comida com esta conversa besta? E qual é a segunda coisa? – Marta tentou mudar o foco do assunto.


– Temos que contar logo a ele tudo. – Pedro finalmente declarou o que realmente o preocupava.
Marta terminou a receita e foi conversar com o marido.


– Já tem tanto tempo. Nem vale a pena entristecê-lo. E é bem capaz dele ficar furioso conosco.


– Ficamos de contar quando ele fosse mais velho, e já estamos enrolando muito. Temos que lembrar que não somos imortais. E pode parecer até besteira contar nesta altura do jogo, mas eu me sentirei melhor que ele saiba antes de eu partir. Se não fosse vocês e o médico talvez eu já tivesse ido. E o que me segurou aqui talvez tenha sido esta necessidade.
Pedro usou de chantagem emocional para convencer a esposa, já que já tinham tocado neste assunto antes, mas os dois nem sempre entravam em consenso e quando chegavam a um acordo, perdiam a coragem na hora. Na realidade, Marta só não queria reviver todo o sofrimento que ela e o marido passaram.


– Está bem. Depois do jantar contamos, mas só a ele apenas. A sopa cura, enche a barriga e também aquece e alivia o coração. André vai precisar de muita sopa.
Logo André e Carol chegaram. Apesar dos pedidos de André, ela quis ir logo para casa ao invés de ir na emergência. Ela argumentou que só precisava de descanso, alimentar-se bem e tomar a medicação. Por isso, compraram logo os remédios que o Dr. Tiago prescreveu, além de lenços de papel, e pensando que Marta e Pedro estavam dormindo ainda, compraram comida chinesa e pizza para também dormirem logo, sem o trabalho de fazer comida antes.


Foi uma surpresa encontrar os pais descansados e acordados.


– Já de pé? Que bom. Trouxemos comida, mas o senhor está proibido de tocar na pizza por causa do sal e da gordura. – André falou para o pai.


Marta rejeitou a ideia.
– É por isso que vocês estão magros. Só comem porcaria da rua. Vão se arrumar que já fiz o jantar.
André desceu primeiro e os pais resolveram contar logo, antes que Carol chegasse.


– Filho, temos algo muito importante a te contar. – Pedro começa – e como é assunto de família, envolvendo você e nós dois, queremos te falar logo, antes que sua esposa chegue.


– Se o assunto envolve a mim, nada mais justo que ela estar presente. Prefiro aguardá-la.


Os pais concordaram. Marta pensou que se Carol realmente gostava do filho deles e fosse uma boa pessoa, como aparentava, o momento de provar isso seria aquele. Até Marta já tinha começado a rever seus conceitos sobre a nora. Enquanto esperavam, conversaram banalidades, mas nem foi preciso aguardar muito, já que Carol não se demorou a chegar.


– Desculpe a demora. Eu estava tirando o aplique. Sobre o que conversavam mesmo? – Carol falou.
– Estávamos só esperando você chegar para poder começar a conversar. – André respondeu.
– Trate de tomar toda esta sopa, se quiser ser curada da gripe. – Marta falou para Carol.
Durante o jantar, Pedro finalmente começou a falar, enquanto Marta se concentrava em comer:
– Quando você, meu filho, era pequeno, no dia que seu tio se foi (Pedro e Marta evitavam falar o verbo “morrer”), teve a festa do time.


A equipe base teve uma temporada ótima, cheia de vitórias e gols para o desespero de Eduardo que descontava a frustração no time dele.


Eduardo brigava cada vez mais com os meninos. Ao invés disso fazer com que melhorassem o desempenho, os garotos só perdiam cada vez mais. Depois soubemos que às vezes ele usava de artifícios nada limpos para ganhar as competições, mas nunca pudemos provar nada.


A gente o conhecia muito antes de casarmos. Ele sempre se mostrava nosso amigo. Naquela noite, eu fui do clube para o restaurante e sua mãe foi direto de casa para a festa, depois de te deixar com uma babá, e me aguardou na sacada. Ela queria fazer uma surpresa.


Mas ela encontrou primeiro o safado do Eduardo, que deu em cima dela depois de anos.


– Desculpe, mãe, se isso a ofende, mas como o senhor sabe disso, pai? – André interrompeu para saber mais.


– Fácil: sua mãe me contou e a bartender que estava perto repetiu a mesma história. Besta! Agora me deixe terminar.
Marta sorria de orgulho pelo filho ser perspicaz para notar qualquer falha na conversa e ousado o bastante para pedir esclarecimento.
Pedro recomeça.
– Como eu estava falando, depois que ela deu um chega-pra-lá naquele traíra, ela me encontrou na fonte e me deu uma ótima notícia: a gente ia ter mais um filho. Ela estava grávida de 1 mês e meio, e só tinha descoberto naquele dia.


– Eu estava tão feliz, que contamos a Murilo e pedimos para ele levar sua mãe para casa. Eu não queria que ela se cansasse. Eu estava até parecendo pai de primeira viagem novamente, mas teve o acidente. E adeus a Murilo e ao bebê. – Pedro estava tão emocionado por lembrar do ocorrido e do seu segundo filho, que não conseguiu continuar mais.


Marta então tomou a palavra.

    
– Os médicos informaram que eu não poderia ter mais filhos. Seu pai pensou em te contar logo que você tinha perdido um irmãozinho, mas você era uma criança tão feliz que eu não quis estragar isso. Você já era apegado ao seu tio, mas conseguia distrair a mente quando brincava, mas saber que tinha perdido dois parentes...  - Marta não chegou a completar.


– Sendo que um deles eu nem conhecia ainda. – André completou a ideia.


– É isso. Resolvemos te contar quando você fosse mais velho, mas ficamos adiando e adiando... até hoje.



 – E porque esta demora? – André indagou, mas tanto ele quanto Carol estavam curiosos, mas os dois já tinham ideia da resposta.


– Antes imaginávamos que você não estava pronto, e depois tivemos medo de que você ficasse triste ou zangado conosco.


– Estou triste, mas é por vocês acharem que eu não entenderia e ficaria chateado com vocês. De forma alguma. Sei que vocês só queriam me proteger. Então, vamos parar com esta cara de choro, tá? Eu queria também ter um irmão ou irmã, mas se não foi assim, temos que olhar para a frente, após ter aprendido com o passado. Foi isso o que vocês me ensinaram, não é?  – André declarou. O coração estava doendo com a informação de um irmão perdido, mas ver a mãe chorando o entristecia mais ainda.
– O que ele quer dizer é que está orgulhoso por vocês terem finalmente contado a ele, do que deixá-lo sempre no escuro. Entendemos que foi preciso coragem para se abrir. – Carol finalmente se pronunciou.


– E já que os senhores deveriam ter dois filhos, que tal se a senhora tratasse Carol como sua filha? – André pediu a Marta. Ele sabia que o pai tratava Carol bem, mas ele já não aguentava mais a birra da mãe.
Carol ficou surpresa com o pedido e temeu pela resposta.


– Vou considerar o pedido, mas não vou prometer mudanças drásticas. Sua esposa ainda não me convence. – Marta falou com os olhos ainda marejados. Ela era dura na queda.
Depois que os pais terminaram o jantar e se retiraram, André e Carol ainda ficaram na mesa, conversando e repetindo o prato. Ela já se sentia bem melhor da gripe.


– Sabe o que isso quer dizer? Se a sua fonte estiver correta, a pessoa que causou o acidente do carro é responsável por me tirar dois entes queridos. – André comentou.


– E eu quero te falar sobre esta fonte...
– E vai me falar depois que comer mais. Eu sou um dos maiores interessados agora a resolver isso, mas eu já estava esquecido de como esta sopa cura qualquer gripe e mal-estar e eu te quero ver curada para me ajudar nisso. Abra a boca que lá vai o aviãozinho.



Carol tinha certeza absoluta que estava velha para essa brincadeira, mas e daí? Ela estava gostando de ser paparicada. 


  


Antes de dormir


Música: Ben E. King - Stand by me


Ao chegarem ao quarto, Carol buscou as palavras mais adequadas para falar com André, que já tinha recebido a notícia de ter perdido um irmão ou irmã, mas ela também não podia adiar a conversa. E ela também não queria ser taxada de maluca.


Com cuidado ela explicou a conversa que teve com Murilo e as informações recebidas. André ouvia atentamente. Ela acabou se lembrando a contragosto de que Murilo sabia de sua adolescência , mas o marido, não. Ficou nervosa na mesma hora.


– Porque ficou tensa de repente?  André estranhou.
– Você deve me considerar uma maluca por ter falado com seu tio.
– Eu te vi brilhar debaixo do sol, no meio da rua. E não era nenhuma ilusão de ótica, apesar do que você alegou. Se você é maluca, então, eu também sou. Mas o que está te deixando preocupada é outra coisa. Me conta logo.
No período de treinamento, ambos tinham tomado um curso de leitura de micro expressões faciais e linguagem corporal e, por isso, os dois poderiam mentir ou ler a verdade muito mais facilmente, pois havia reações que não se podia camuflar. E mesmo que não tivessem tomado o curso, eles eram muito ligados um ao outro para notar a mínima diferença no comportamento. 
* Para mais informações sobre o que é Micro Expressão Facial e o curso deles, clique aqui: Curso de Micro Expressoes Faciais e Linguagem Corporal e aqui para saber sobre a série Lie To Me, cuja equipe é especializada em detectar mentiras.


– Você sabe que sou órfã e que fui criada pela mãe de minha colega Eva, mas a verdade não é tão simples. Desde que me conheço por gente, eu cresci no orfanato de Vale Desiderata. Me disseram que me acharam na porta do orfanato quando eu era um bebê. O pessoal do orfanato pensou que eu seria uma das primeiras a ser adotada, por causa da cor do cabelo, da pele branca e por ser menina, mas só fui adotada por um casal quando já tinha 10 anos de idade. Parece que era o desejo de minha mãe adotiva ter uma filha, mas depois de 02 anos, ela morreu. O meu padrasto começou a beber e me responsabilizou pela morte dela. Eu estava proibida de ir à escola e ele disse que como eu estava comendo à custa dele, me fazia pedir esmolas. O irônico é que ele não era exatamente pobre. Ao invés de tentar procurar alguém e casar logo, quando eu atingi a idade de 14 anos, ele tentou me violentar. Disse que era porque estava sem mulher.


Quando chegou nesta parte, Carol sentiu as lágrimas arderem nos olhos e resolveu se levantar. Ela odiava chorar, mas já que tinha começado o relato, ia até o fim agora. Era só respirar fundo para tomar coragem para continuar. Só que ela não esperava que André a confortasse.
– Ele tentou, mas não conseguiu. Prossiga. – André mandou. Ele sabia que palavras muito gentis naquele momento iam fazê-la cair no choro ao invés de terminar de desabafar, o que ela precisava muito. E Carol nunca disse, mas na noite de núpcias, ele percebeu que era a primeira vez dela. 
– Para minha sorte, ele estava muito bêbado. O empurrei e fugi para a casa de uma amiga de colégio. Você já deve imaginar que a minha amiga era Eva. Os pais dela me apoiaram e juntos demos queixa na polícia, mas meu padrasto tinha conhecidos lá e também um bom advogado, que me fez passar por mentirosa e ninfomaníaca. O juiz me mandou de volta para casa, mas os pais de Eva já tinham pedido a minha guarda. Não é possível desmanchar uma adoção, e ainda tinha a minha idade, mas como o pedido foi feito em outra vara, a juíza concedeu a minha guarda aos pais de Eva, mas não pôde fazer nada contra meu padrasto. Eu e Eva terminamos os estudos juntas. Tentei entrar na polícia para que erros como aquele não fossem mais cometidos, mas não consegui a vaga. No entanto, consegui entrar nas forças armadas.


– E qual o nome do seu padrasto? – André estava com muito ódio, e tentava se controlar.
– Tarcísio Seixas. Ele aproveitou que perdeu a guarda e me deserdou. O que foi bom. Já bastava o sobrenome dele que eu carregava.


André sabia agora o motivo de Carol ter ficado tão nervosa quando tinha sido abordada inconvenientemente por Rodolfo, o superior direto dela. Tentou confortá-la da melhor maneira que lhe vinha à mente: um abraço e deixá-la chorar mais um pouco. Mais do que isso, ela poderia achar que ele estava tentando se aproveitar de seu estado emocional, foi o que imaginou. Ele estava desconfiando que o mandante de terem espancado sua mulher era Rodolfo, mas ele ia ver de perto este novo nome. Depois resolveu desanuviar o momento.
– Então, o meu plano tão bem arquitetado de dar o golpe do baú em você não deu certo.


A ideia de brincar deu resultado.
–Bobo! Desculpe as lágrimas. Acho que Alexandra não faria isso. – Carol disse.
– Quem pede desculpas sou eu, pois eu não entendi a referência.
– Você falou de Alexandra Chaves ontem com tanta admiração, por ela ser uma mulher forte e destemida. E teve aquela sua ex, a Felícia, que duvido que chore. E eu estou chorando feito um bebê.
– Ciúmes? – André achou bom ela mudar um pouco de assunto, já que ele não a queria ver sofrendo.
– Não. Vi você sentindo admiração por Alexandra e nada mais.


André a fez se sentar em seu colo, depois de estarem sentados na cama e explicou a situação:
– Alexandra precisava provar algo a si mesma. Ela casou e teve filho muito cedo. Ela precisava se encontrar e saber que tinha seu próprio valor. O cunhado viu isso, mas o marido, infelizmente, não. Agora, ela já é outra mulher, que sabe o que quer. E quanto à Felícia, é independente até demais. É do tipo que acredita que não precisa de ninguém nunca, seja na vida pessoal, quanto no trabalho. E pelo que vi, pelo que te conheço, você nunca precisou provar seu valor a ninguém e você não tem vergonha de trabalhar em equipe, e nem de ser minha parceira. E eu gosto de ter você como companheira, como colega de trabalho e como esposa. Eu te amo.
– Mesmo? – Carol estava emocionada, pois ele nunca tinha dito aquilo para ela.
– Mesmo. E digo mais: se houver um clone seu, uma gêmea sua por aí e eu ver, duvido que eu sinta por ela o mesmo que nutro por você. O que sinto por você nunca senti por ninguém antes.



Mais tarde, ao ver Carol dormindo profundamente, André prometeu a si mesmo que nunca mais alguém ia fazer sua esposa chorar novamente.





Rodando a cidade


Música: JOHNNY RIVERS – Secret Agent Man 1966

Carol e André concordaram que para facilitar a investigação, precisariam de mandatos. André ligou para o chefe explicando a situação e pedindo para ele e Carol retornarem ao trabalho, já investigando aquele possível crime. Como não tinham nenhuma prova, mas o caso parecia apontar para corrupção policial e a organização deles trabalhava junto com a Corregedoria, o chefe aceitou o pedido deles. E assim, de posse do mandato, André e Carol começaram a investigar na delegacia.


Na delegacia de polícia foi fácil, pois André conhecia alguns policiais, que não hesitaram em lhe dar informações ao saber do motivo e do trabalho dele.


E Carol pesquisou no próprio banco de dados da delegacia (para isso foi necessário ter o mandato em mãos), e encontrou uma lacuna enorme nas informações pertinentes à época da morte de Murilo, o que poderia ser explicado por que nem todos os dados tinham sido digitalizados ainda.
Depois seguiram para a prefeitura, pois muitos registros estavam lá, mas a funcionária, mesmo com o mandato, disse que eles tinham que marcar hora.


Enquanto André chamava a atendente à razão, o telefone de Carol tocou e ela foi atender ao ver que era a sua amiga, já que, se fosse o chefe, aquele lugar talvez não fosse o mais adequado por questões de segurança.


– Alô, Carol? – Nelly perguntou do outro lado da linha.
– Oi. Sou eu, Nelly! Como vão as coisas aí?
– Aqui vai tudo bem. E aí, Cah? – Nelly tinha o costume de chamar a todos por apelido ou de reduzir ainda mais o nome da pessoa. Mas o que  ela reduzia no nome, aumentava no carinho dado. Carol imaginava se o nome dela fosse Zé, para onde seria reduzido.
– Aqui vai tudo bem, também. Na mais perfeita ordem. – para quê deixar a amiga preocupada? Carol se perguntou. Nelly tinha tido uma gestação e parto difíceis. Tinha mais é que descansar. – Quais as novas?
– Então, minha sogra disse que a sua sogra costura, certo? É que ela quer conversar com ela sobre costurar um vestido de noivado para mim!
– Ah, que ótimo! Eu aviso a ela, sim. Como é o nome de sua sogra, mesmo?
– É Marlene. E ela disse que as duas são amigas de longa data!
– Não sabia disso. Eu aviso a ela, assim que chegar em casa. Estou na rua fazendo umas compras.
– Ah! e você, seu marido e eles estão convidados para o meu casamento, viu!?! Quero muito te ver lá!
– Claro que eu vou. Não perderia por nada. 
– Será uma honra ter você e sua família no meu casório!
– A honra será nossa. Não tenha dúvidas disso. Pena que perdi o nascimento de Majô, mas quero muito conhecer o restante de sua família. Será a chance perfeita. E você também poderá conhecer meu marido. Ele é um exemplo de paciência.


Carol finalizou a ligação, enquanto André quase perdia a paciência que Carol tinha acabado de citar.
Depois de conversarem com a segurança, que os encaminhou a outro funcionário, eles finalmente conseguiram ter acesso aos registros da cidade que ainda não estavam digitalizados. Anotaram tudo o que queriam, já que os documentos e livros não poderiam ser retirados dali, a não ser através de petição especial, o que eles não tinham. E mesmo se tivessem, como explicariam aqueles livros aos pais de André?


Quando não estavam investigando na rua, investigavam a partir de casa, já que Carol já tinha tido acesso a alguns dados.


André estava feliz por poder trabalhar ali, pois estava cuidando da saúde, exercício e alimentação dos pais e da esposa.



Carol já tinha se recuperado da gripe, mas foi à consulta assim mesmo, pois segundo o médico, a gripe tinha sido muito forte e era necessário se precaver.


Aproveitaram para conhecer o IML e o pessoal que trabalhava lá. Assim, saberiam mais facilmente se ainda trabalhava ali alguém da época da morte de Murilo. 


As entrevistas realizadas e os dados analisados por Carol demostraram que o antigo chefe de polícia, chamado Guilherme Vieira, se mudou para San Myshuno, em outro país, logo após o caso de Murilo. E pelos dados, ele enriqueceu quase de um dia para o outro, o que era muito suspeito.


André passou a informação para o chefe, que ia custear a viagem, mas como o caso ia ser no Quarto Império, a organização deles não tinha jurisdição lá. André e Carol estariam quase que por conta própria. O chefe informou que eles precisariam de um advogado e da polícia local quando chegassem àquele país. O chefe daria jeito com o contato com a polícia, mas somente isto que ele poderia oferecer.





Visita



Em uma tarde, enquanto Carol e André estavam foram, Pedro e Marta estavam assistindo TV normalmente quando alguém bateu à porta.


Pedro e Marta já saíram preparados para uma terceira guerra mundial, quando viram Eduardo através da porta de vidro.


– O que você quer, Eduardo? – Pedro perguntou bastante furioso.
– Vim ver como você está. Não vim antes por vergonha. E trouxe flores para você em prova de minha amizade e que te desejo melhoras.


– Depois do que você nos fez? Saia daqui! – Marta estava tão furiosa quanto o marido.


De tanto insistir e pedir perdão, Marta aceitou as flores que oficialmente eram para Pedro.


– Será que ele está arrependido e a gente foi duro demais com ele? – Marta perguntou.
– Vaso ruim não quebra e nem muda de material. Aquele continua tão falso como antigamente.


Eduardo saiu de lá se sentindo vitorioso, pois percebeu uma rachadura no coração de Marta.
Quando o André e Carol chegaram, viram que os pais estavam tensos e  irritados.


– Sentem-se e conversem sem fazer barulho. Tenho de me concentrar nesta costura. – Marta ordenou.
– Ela tem uma encomenda como sempre. – Pedro esclareceu.
Carol preferiu não perguntar o que realmente houve para respeitar a privacidade e sentimento deles, pois sabia que Marta era difícil e não queria piorar a situação. Assim que viu o buquê de flores, comentou:


– Flores! Que romântico!
– Xiiii! Meu pai, depois de certa idade, deu uma de conquistador? Esqueceu que para conquistar o coração das garotas, as rosas tem de ser vermelhas? – André resolveu brincar com a cara do pai, mesmo a mãe estando presente.


– Dessa vez não fui eu. Se fosse, teria dado rosas roxas à sua mãe. Foi o cretino do Eduardo que teve aqui, dizendo que lamentava o ocorrido e me deu flores amarelas em nome de nossa velha amizade. Aquele ruivo metido e falso! Não se enxerga! Não perdeu o costume de usar de subterfúgios para dar em cima de sua mãe. Acha que não percebi? 


– O senhor disse “ruivo”? – Carol e André perguntaram juntos.
Só naquele momento perceberam que Eduardo tinha semelhanças físicas com Carol. Seria parente? Ou pior: seria o pai biológico dela?






Gostou? Não gostou? Tem dúvidas ou sugestões? Deixe sua reação  e seu comentário, que me motiva a continuar escrevendo.



Participações especiais:

Nelly Fernandez:  Sim da história de “Casos ainda não solucionados”. Clique sobre o nome dela para conhecer as confusões vividas por ela e como ela e o noivo resolvem as situações.



Agradecimentos

A Denise Martins que me passou a fala de Nelly e o seu comportamento, para esta história combinar com “Casos ainda não solucionados”


Curiosidades
  
A flor roxa é conhecida como a cor do primeiro amor. Também representa a realeza e as pessoas de classe, as mais nobres da sociedade. Atribui-se à flor roxa o poder de aliviar tensões, pois representa o auto controle, calma e dignidade. Por ser uma cor forte, em alguns casos, pode representar violência, agressão planejada ou engano. Uma flor roxa também pode simbolizar admiração, orgulho e mistério. As flores roxas são muito apreciadas pelas mulheres e até mesmo meninas, pois é uma cor delicada e jovial, além de ser uma cor muito romântica.
A flor amarela simboliza a amizade, o sucesso. Também expressa satisfação e alegria. Para as pessoas que estudam os significados das flores, rosa amarela também pode significar ciúme, desconfiança, infidelidade e suspeita de algo.



Lotes usados:
Pleasantview Town Hall, de joelmole100 




7 comentários:

  1. Amei as fotos! Cada vez mais maravilhosas! :D Fiquei com uma dó de Dona Marta :( Perder o irmão e o filho no mesmo dia deve ser tão doloroso... E tadinha de Carol! Sorte que ela ficou mais forte com o tempo, admiro muito ela! E agora que percebi mais ainda que André é a cara de Seu Pedro! HUAHAUHAUAHUAH :P
    Amo sua história, parabéns! :)

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    1. Obrigada! André é a cara de Seu Pedro e tem o gênio da mãe. Nem precisa de exame de DNA!

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    2. Não mesmo!!! HAUHAUAHAHA :D

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  2. Nossa, nem precisp dizer que amei! Vi sua publicação no grupo do face e vim logo conferir, como prometido, li tudo hoje! Achei incrível, me indentifiquei mt com a Carol, por ser durona para os putros mas ainda se derreter pelo André! Que fofos! Plano para as próximas semanas: ler todas as outras séries que vc recomendou!!

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    1. Obrigada por ter lido e gostado. um de meus maiores medos é de que parecesse piegas, mas os dois tentam dosar bem isso. Deixam a bravura e cara feia para o trabalho. E que bom que vc se identificou com ela. Que dizer que vc é forte!!!

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  3. Ebaaaaaaaaa!!! Vamos aos comentários:

    1. Essa D. Marta é osso duro, viu! Não dá o braço a torcer mesmo! Rs...

    2. Comida chinesa! Que delícia! Eu fico aqui desejando que as opções de delivery no TS4 aumentem!

    3. Achei a roupinha de Carol tão linda! \o/ O vestidinho vermelho com a jaquetinha!

    4. “Estava tirando o aplique”! Aaah, os detalhes! Aaaaaamo isso demais!!! :)

    5. Amei a forma como André e Carol lidaram com a história contada por Seu Pedro e D. Marta.

    6. Que lindoooooo o gif do “aviãozinho”!!! Fiquei encantada! \o/ Amo esse casal demais!!! S2

    7. Que música perfeita para o momento de conversa do casal! \o/ E, nooossa, como o André é um cara show!!! O modo como ele lidou quando ela estava lhe contando algo tão íntimo e aterrador, nossa, foi demais!!! E que declaração de amor liiiiiiiiiiinda a dele!!! \o/ Cara, Déa, essa cena deles juntos foi MUITO perfeita!!! Foi bem real, extremamente bem escrita, nossa, babei demais!!! Vc está mega de parabéns, porque ARRASOUUUUUUUUUUU!!! \o/ :D S2

    8. “Secret Agent Man”?!! OMG, essa música é demaaaaaaais!!! \o/ Muito legal a investigação dos dois! E amei o note rosa de Carol! Rs... Amei a participação especial da Nelly no celular!!! A Deni é maravilhosa!!! :)

    9. Amei o vestidinho vermelhinho de Carol no consultório! \o/ :)

    10. Gente, até eu me senti preparada para a guerra qd vi Eduardo ali! E que vestido lindo o de Carol!!!

    E que final de capítulo maravilhoso!!! O casal cheio de dúvidas!!! Eiiiiiita!!! :D
    Déa, arrasou mais uma vez, viu!!! Mandou bem demaaaaaaaaaais!!!
    É o tipo de história que anima as pessoas!!!
    Beijocas e parabéns!!! :D S2

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    1. Na sequência:

      1. Ainda bem que tem Carrapato para ajudar a amolecer o coração de osso duro dela! kkkkkkkkkkkkkk
      Mas estou na torcida de que ela tome jeito. Até o filho teve que pedir uma trégua!

      2. Acho que a Xing Ling ia curtir também a comnida chinesa! Mas Feng Wei mandou-a embora antes.
      O nome que usei é de Tekken 5, mas até eu lembrar o nome do outro... e nem quero. Não vou com a cara dele! Ele pode até ser inocente, mas continuo achanco ele o vilão da história!

      3. Iupie!!! Ela ama vermelho!!!

      4. Ela não teve chance de conhecer Tereza para fazer crescer o cabelo, tem que dar um jeito! Não há mágica por enquanto para fazer crescer. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      5. André é ponderado. Era para ser cabeça quente, mas sabe lidar bem com as situações. E Carol é perfeita para ele por isso.

      6. Impossível ele não aproveitar para dar comida na boca dela. Também amo a interação deles!

      7. Que bom que gostou da música. Cada cena, cada momento de nossa vida, tem uma música para combinar. Fiquei na dúvida de duas, mas a tradução desta é demais e por isso venceu. Mais perfeita para o momento, impossível!
      E sobre o resto dos elogios: concordo com todos referentes a eles, pois eu também os amo muito. E quanto ao que escreveu sobre mim, fiquei mais vermelha que as roupas de Carol.

      8. Meus 007! Se tivesse Note vermelho, Carol teria comprado, mas ela também gosta de rosa. Sim, Deni e Nelly são MARAVILHOSAS! Viu André no fundo colocando a mão na cabeça pedindo paciência?

      9. E que legal você ter gostado do vestido vermelho. São tão clássicos o vestido e o sapato bicolor que pode parecer velho, mas é o estilo dela. E sejamos sinceras: AMO!!!

      10. Pena que eles não tinham armas em casa. Apesar do que possa parecer, Marta é da paz. O vestido de Carol: por ser vestido de casa aí pode ser renda, folgado...

      Obrigada! Fiquei emocionada!

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