27 de dez de 2016

Vermelho e Verde: Capítulo 02 - Primeiro Natal



História de dois ex-militares que amam o perigo e o trabalho.
Ambientada em The Sims 2 na primeira e segunda temporada.
A terceira temporada será vivida em The Sims 4.


Atenção: para assistir o vídeo, sugiro que desligue a playlist acima.
Contém referência a violência.


Capítulo 02
Primeiro Natal
  
  
Resumo do capítulo anterior: Carol e André se conhecem no trabalho, o antigo chefe dela tenta forçar um beijo, que ela rejeita. André aparece e bate no Oficial Rodolfo. André e Carol começam a namorar, enquanto que Oficial Rodolfo é preso, após jurar vingança. Eles trocam de trabalho e se casam. Durante uma operação contra roubo de animais e tráfico, Carol é espancada.



Notícias boas e más





Três meses depois.
  


– Oi, Cabelo de Fogo. Que bom que acordou.
Carol acorda tonta, mas consegue responder.
– Oi, Hulk. Estou fazendo o quê aqui?
– Estamos cuidando de você.
Eles usavam estes apelidos entre si desde o primeiro dia de namoro.
André chama o enfermeiro de plantão e se senta na  cama.


– Estou aqui a quanto tempo? E o que houve com meu cabelo?
– Você chegou aqui quase morta. Levei um susto danado. Tiveram de raspar o seu cabelo para fazerem a cirurgia. Você tinha uns coágulos na cabeça e ficou em estado de coma induzido por três meses.
– O que aconteceu exatamente antes disso? Lembro um pouco de nossa missão. Os bandidos foram presos?


André começa a narrar:


“Jorginho virou ajudante do cozinheiro do presídio. E conseguiu emagrecer bastante. Segundo eu soube, o advogado tenta reduzir a pena dele por bom comportamento”.


“Solange tentou se livrar da condenação, mas através de suborno, porém o juiz a desmascarou. Não sai de lá por tão cedo. Agora realmente tem que sujar as mãos, já que está trabalhando na agrícola da penitenciária”.


“Cristóvão está preso e acabou levando uma surra de outro detento por se meter com a namorada do colega de cela. Vamos ver se ele aprende a nunca mais mexer com a mulher dos outros. Ele também está pegando no pesado, trabalhando na fazenda agrícola da penitenciária”.


“Loki Leite (este é o sobrenome dele) está respondendo o processo em liberdade, já que tem muitos advogados. Ele declarou que não sabia das negociações fraudulentas da amante. Declarou que deu a propriedade de presente para ela apenas e que não sabia que ela e um outro cara estavam organizando tudo usando o nome dele, mas todos estão de olho nele: a mídia, o pessoal da Receita, a "roubos e furtos", a polícia de narcotráfico, a sociedade protetora dos animais... Todo mundo! Em compensação, a esposa está entrando com processo de divórcio. Parece que ele vai perder muito dinheiro ao menos. Agora, ele está se escondendo mais do que antes”.


– Loki Leite? Nome esquisito na hora de falar, já que embola a língua. E lembra nome de criança inocente.


O enfermeiro chega acompanhado da médica.
– Olá, Sra. Carol. Me chamo Samanta e estou acompanhando o seu caso. Se lembra de algo antes de desmaiar? – a médica pergunta. 
Carol teve flashes de homens lhe agarrando os pulsos e batendo nela. Lembrou de sentir dor e ter fechado os olhos. Mas lembrou também de algo agradável e preferiu se ater a esta lembrança naquele momento.


– Lembro de um indiano com uma túnica azul e barba por fazer.  Alguém o avise que indianos sempre fazem barba. Pelo menos ele era bonito. Tenho muito interesse nele e na túnica. – Carol falou para a médica, enquanto olhava para André.


André acabou sorrindo da brincadeira e da lembrança, já que não gostava de seda e vivia reclamando do tecido para a esposa. Ele achava seda muito fria, não importando se seda era considerada tecido nobre e caro.
Como a médica estava de plantão no dia em que Carol foi hospitalizada, sabia ao quê ela se referia.
– Que bom que lembra de algo, mas agora faremos alguns exames e depois falaremos mais a respeito. Se o senhor nos der licença.
  


André teve de sair da sala e aproveitou para comer um salgado na cantina do hospital.
Quando ele retorna, a médica já tinha terminado os exames e falou o prognóstico inicial.
  


– Pelos resultados iniciais, a senhora receberá alta ainda hoje ou amanhã, mas continuaremos avaliando o seu quadro.
– Que bom.
– Hoje tiramos o medicamento. Sua memória pode estar um pouco confusa, mas retornará logo ao normal.
– Bom.
– A sua saúde está em ordem, mas verificamos que devido aos ferimentos na região abdominal, a senhora terá dificuldade em ter filhos, pois os órgãos reprodutores foram muito lesionados.
– Dificuldades?
– O seu ginecologista fará mais avaliações depois, mas as chances de uma concepção por agora são pequenas. Seus órgãos internos ainda estão se recuperando. A senhora precisará de 15 dias de repouso, antes de voltar a trabalhar.
  


Depois que a médica saiu, André começa:
– Nunca falamos antes a respeito, mas você queria filhos?
Carol começa a pensar em bebês chorando, bebês com fralda suja, bebês brincando no vaso sanitário, se esperneando, chorando pelo crescimento dos dentes, bebês pedindo atenção a todo momento, bebês acordando de madrugada e  não deixando os pais dormir...
  


– Claro que não. Meu nome não é Alice. – ela declara com cara triste.
– Fale a verdade – André pede desconfiado.
– Eu quero filhos. Eu quero ter dois bebês no mínimo – declara quase chorando.
– Depois de sua recuperação, vamos ver melhor com o ginecologista. Ela falou em dificuldades. E não em impossibilidade.
Como não sabia lidar com tristeza, procurou mudar o foco da conversa e se lembrou de algo:
  


 – Que tal se a gente passar este tempo de recuperação na casa de meus pais e comemorar o Natal com eles. Você não os conhece ainda.
Carol percebe a tática de desviar o assunto e, por isso, não se magoa:
– E o seu trabalho?
– Tudo se ajeita. Não há nenhuma missão para nós no momento. Parece que os bandidos estão curtindo o Natal ou tirando férias.
Carol era órfã, nunca conheceu seus pais legítimos e foi adotada logo cedo, mas não teve um lar feliz. Ela queria filhos e oferecer algo muito melhor a eles. A ideia de André de apresentá-la à família dele era reconfortante.
– Tudo bem. Vou gostar muito de conhecer seus pais no Natal. – Fala mais animada.





Bem-vindos à Colina Formosa



Três dias depois chegam a Colina Formosa acompanhados por Carrapato.


– Lugar bonito. Parece cartão de Natal!
– Você ainda não viu nada. É um lugar muito sossegado... Lembra aquela música "Calmo, sereno e tranquilo". E quase não há crime ou problemas a ser solucionados.


– E por que você saiu daqui?

  
– Exatamente pelos mesmos motivos. Tédio total!
Carol ri e a mãe de André abre a porta.


– Já chegaram?
– Oi mãe! Chegamos!


– E trouxeram este cachorro do inferno. Nem fale nada. Já estou vendo o monte de terra que ele cavou ali. Só entre depois de tapar o buraco. E limpem os pés antes de entrar.


– Quando pensei em passar o Natal aqui, não era para trabalhar durante o feriado antes mesmo de entrar em casa.
– É só um buraquinho. Você reclama muito.


 Após entrarem André apresenta Dona Marta e Seu Pedro a Carol.
  


Seu Pedro e Dona Marta já estavam aposentados. Ele era o antigo treinador do time de futebol da cidade. E se orgulhava disso.
Dona Marta sempre foi dona-de-casa e costureira, mas ficava chateada com tantos calotes e a moda do momento. Achava os vestidos atuais curtos demais.



Ao desfazerem as malas, André percebeu que sua antiga cama de casal tinha sido substituída por duas de solteiro. As coisas não estavam ocorrendo conforme o planejado.


– Ninguém me avisou sobre esta mudança.
– Calma. Damos um jeito nisso.
Juntos, eles uniram as camas e puseram o antigo colchão, que acharam no sótão.




Durante o jantar, os casais se conheceram mais. Não querendo preocupar os pais, André sempre mentiu a eles sobre o que fazia e daquela vez não foi diferente. Informou que continuava trabalhando como chefe dos seguranças na mesma empresa em que Carol era contadora. A parte verdadeira da história era que moravam no apartamento de Carol, que era bem menor que o seu, mas tinha uma área externa melhor para o cachorro brincar.
Seu Pedro ficou feliz pelo casamento que tinha apenas 9 meses (o período em que casaram e terminou a operação Cavalo-a-Jato durou cerca de 6 meses e Carol passou mais três meses internada). Dona Marta pouco falava.


André aproveitou para perguntar:
– Quem fez  o boneco de neve lá fora?
– Os meninos da rua fizeram e deixaram um bilhete, dizendo que era a sua mãe – Pedro comentou rindo, enquanto Dona Marta não achava graça da lembrança.


No dia seguinte, Pedro e André saíram para rever o campo de futebol e os moradores e levariam Carrapato para passear, antes que o cachorro destruísse o boneco de neve.


Eles chamaram Carol, mas Dona Marta pediu sua ajuda para fazer o almoço.
Carol ficou para ajudá-la, dizendo ao marido que depois eles poderiam sair para conhecer as redondezas.
Assim que os homens saem, Dona Marta explodiu:


– Então, você, uma filha-de-ninguém, dá em cima de meu filho, já que o salário dele deve ser muito maior que o seu, pois ele é chefe. E magra deste jeito e fazendo meu filho morar numa quitinete, com certeza não lhe dará filhos, dizendo que não tem espaço para crianças. Acho bom você se cuidar, pois ficarei de olho em você.
– Dona Marta, não é bem assim...


– Uma conversa: você deve ser igual ou pior que aquelazinha que conheci na casa de André, que nem quis vir aqui. E você veio para conquistar nossa confiança, para nos enganar, mas conheço gente como você. Se afasta de minha família.
– Mas...
– Sem mas! Tá avisada. Sei que você casou com meu menino, mas sua cara de sonsa não me engana!
Dona Marta e Carol prepararam a comida sem se falar mais.


Carol nunca gostou de brigar, ainda mais com pessoas idosas. Se necessário, preferia apelar para processos judiciais. E com a sogra, não tinha nada a fazer, senão provar o quanto Dona Marta estava errada. Mas como?
Frustrada, Carol fez o boneco de neve conhecer a sua fúria naquela mesma noite.




  
Brincadeiras e passado



Estava perto do Natal. E a casa não estava arrumada para as festas. Marta alegava trabalho e cansaço, enquanto Pedro contava que a família sempre festejava as datas festivas, principalmente o Natal. Pelo menos, até André se mudar para longe.


Carol aproveitou a chance e convidou André para sair. Podiam fazer as compras de Natal e arrumar a casa. Os dois não eram ricos, mas tinham suas reservas, ainda mais depois da venda do apartamento de André. Pedro aprovou a ideia no mesmo instante.
Com a desculpa de mostrar as suas costuras a Carol, Dona Marta a chama ao ateliê:


– Já quer bater perna e gastar dinheiro do meu filho à toa?


Antes das compras, aproveitaram para conhecer a cidade. Colina Formosa era uma cidade pequena, mas aconchegante.
Se divertiram fazendo anjos na neve e tentando patinar. Fazia muito tempo que André tinha patinado e Carol nuca tinha feito aquela atividade.


Até conversaram amenidades:
– Qual é a história do chapéu? – André pergunta.


– Além do frio e o gorro esquentar minha cabeça? Gosto de usar chapéus. E assisti muito o seriado “Firefly”1 e gostei.
– Lembro de ter assistido o filme “Serenity”2 que veio depois do seriado, mas... e daí?
– Depois que Jayne Cobb3 passou a usar o gorro que ganhou de presente de sua mãe, passei a considerá-lo o homem mais másculo, sexy e sensível que já tinha visto. Pelo menos, até recentemente.


– Por que o “até recentemente”? – André fala entre confuso e desgostoso (sua mulher  gosta de outro?)
 – Ele perdeu o título pra você.


Quando não estavam brincando ou conversando, Carol não conseguia esconder o quanto estava ressentida.


Entraram no abrigo do Centro Comunitário para passarem o frio e André puxou assunto:


– Minha mãe está te enchendo muito?
– Como assim?
– Ela não fala comigo e nem com meu pai a respeito, e você não reclama, mas está mais tensa agora do que antes. E eu conheço as duas.
Carol se manteve calada.
– Eu deveria ter te alertado, mas eu já tinha esquecido de como ela agia.
– E como é?
– Ela sempre pôs defeito nas minhas antigas namoradas. Mesmo quando o defeito não existia.
– Mas ela sempre foi assim? – pergunta curiosa.
  


– Desde um antigo acidente de carro, em que meu tio, irmão dela, morreu e ela não pôde mais conceber.
– Lamento pelo seu tio. De verdade.


Depois de alguns minutos, Carol continua:
– Se ela souber que tive o mesmo problema, ou viraremos BFFs ou ela achará que causei a infertilidade só para afrontá-la. – Carol retorna a falar.
– Então a coisa entre vocês foi pior do que das outras vezes.
– Parece que sim. Antes você não era casado.
Foram fazer finalmente as compras.






Em casa, Marta e Pedro discutiam: 


– Qual é o seu problema, mulher? Vejo seu olhar enviesado para os meninos.
– Vou perder o meu bebê. Não vê?
– Ele já é um homem feito. Sabe muito bem escolher com quem deve se unir. Dá um tempo!
– Você não entende? Ele é só uma criança crescida. E ela não é mulher pra ele. Ela parece mais um garoto. Viu o cabelo curto de menino?
– Largue de ser uma velha chata.
– Você que é um velho gagá. Viu a cara dela machucada? Deve ser barraqueira além de uma boa "bisca"!


Mais tarde, durante o jantar, Dona Marta perguntou pelo corte que ainda permanecia no rosto de Carol.
Carol disse:
– Foi um assalto, mas já prenderam os bandidos. E já está sarando. Obrigada pela preocupação.
Depois de Marta e Pedro irem dormir, o casal mais jovem foi para o quintal na intenção de ver estrelas, já que o céu estava claro.


O assunto, que os dois tentavam esquecer, voltou com força total.
– Foi bom sua mãe perguntar sobre o corte. Amanhã farei uma pesquisa na internet.
– Porquê?
– Me fez pensar em quem pode ter sido o mandante do espancamento que sofri.
– A polícia acha que foi algum dos homens de Loki que não vimos. Que ele deveria estar no carro ou era um segurança particular e que estava afastado. Algo como uma atirador de elite.
– Mas eu não dei meu depoimento ainda. Não foi apenas um homem.
Carol explicou que tinha corrido atrás de um homem pensando que era um dos capangas de Loki, mas foi rendida por mais dois bandidos armados. A sua arma logo foi tomada e os três a espancaram. Disseram que ia lhe deixar viva para ela aprender a não mexer com gente grande. E a cooperar quando fosse mandado ela fazer isso.


 – Se fossem capangas de Loki, o mais natural seria eles me matar e depois fugir. Ou me matar e tentar libertar Loki. E não afastar somente a mim da ação, me dar uma surra, fazer ameaças e me deixar viva.
Os dois começaram a cismar juntos.


Como estava muito frio, resolveram olhar as estrelas pelo telescópio, quando viram uma estrela cadente. Logo, o sorriso voltou ao rosto de ambos.
– Faça um desejo. – André fala.
– Já fiz.
– Eu também.
Os dois desejaram prender o mandante da surra que Carol levou. E Carol ainda desejou ter um filho.






Suspiro com chocolate



No dia seguinte, na cidade, Carol fez algumas pesquisas no cyber café4, já que não tinha computador na casa dos pais do marido e nem wi-fi nas proximidades. Ela tinha levado seu laptop para nada, aparentemente. Começou a juntar informações sobre o possível mandante, mas não tinha nada muito relevante. Tudo era muito circunstancial. André tinha ido também. Ele não tinha os mesmos conhecimentos de informática que ela, mas fez uma rápida pesquisa sobre os possíveis suspeitos e mandou e-mails para seus ex-colegas. Ele queria que tanto ele quanto Carol esquecessem o assunto, mas pelo menos, ela não estava mais falando no filho que não teriam.


André aproveitou para rever os amigos e jogar, já que o proprietário do local resolveu oferecer  internet e vários tipos de jogos aos clientes. Não era uma GeekCon3, mas estava sendo bem divertido. Até Carrapato estava gostando.


Durante a pausa, beberam chocolate quente. Ele preferia algo mais forte, mas naquele tempo e naquele local, era o máximo que conseguiu de quente e forte.
– Beber leite na minha idade... – fez cara de zangado.
– Não reclame, Soldado. É chocolate e leite. – Carol ralhou gentilmente.


Os dois foram abordados por uma jovem simpática:


 – André! Há quanto tempo.
– Oi Giovanna. Como você...
– Estou ótima agora que vi você. Sua mãe me ligou mais cedo me dizendo que você estaria por aqui e que queria me ver, para podermos marcar um encontro.
Carol quase se engasga. Preferiu parar de beber, pois, de repente, o chocolate adquiriu um sabor amargo em sua boca.  Giovanna não a nota e, cheia de animação, continua a falar:
– Ela me disse que você gosta de crianças, o que é ótimo. O meu ex-marido me abandonou com as quatro crianças, mas podemos marcar um encontro para qualquer dia. Minha mãe cuida dos meninos, enquanto a gente sai. Lembro que você era o mais forte da turma e como quase todas suspiravam por você. Na época eu pensei que nunca teria chance, mas agora com você de volta e eu estando quase solteira...


Giovanna não deixa André e nem ninguém falar e continua:
– Você está mais bonito que antes. Ah, você está com sua prima? Que cicatriz feia é essa, garota? Eu conheço um creme anti-cicatriz maravilhoso. E este gorro velho? Dona Marta sabe fazer chapéus e gorros lindos. Fale com ela.
Somente naquele momento Giovanna tinha reparado na presença de Carol.
André não sabia como apresentar Carol, pois não sabia o que era pior: desmentir a mãe, constranger Giovanna ou negar o devido título à esposa.
– Esta é... a... é...


– Oi, Giovanna. Sou Carol, esposa dele.
A garota perde a fala pela primeira vez.
– Dona Marta fez um favor de entrar em contato com você. Na noite de Natal faremos muita comida. Leve os meninos também. O nosso cachorro adora brincar com crianças. E faremos uma pequena celebração com os amigos de André. – Carol sorri, de forma inocente.


– Então, tá. E quanto ao rosto...
– Essa cicatriz? Besteira. Foi um corte porque briguei com uma vadia que deu em cima de André na minha cara. Você tinha que ter visto como ficou a cara da outra. Ela teve que levar ponto e tudo.
– Nossa! Então... No Natal estaremos lá na casa de vocês.
– E leve a sua mãe também.
– Tudo bem. Tchau e prazer em conhecê-la. – Giovanna vai embora, sem graça.


André não sabe o que fazer ou dizer. Carol disse por ele:
– Então Giovanna & Cia suspiravam por você?
– Mas eu nunca tive nada com ela... quer dizer, nem sei do que ela estava falando. – André se justifica.


– Ligue para os seus amigos e os convide para o Natal. Principalmente os solteiros. E vamos andando, Soldado. Sua missão agora é comprar mais quatro presentes.


André odiava fazer compras, mas se era obrigado a comprar mais coisa, começou ali no cyber café, adquirindo um jogo de futebol como presente a si mesmo.




Ceia de Natal




No dia seguinte, mesmo com a ajuda dos amigos, estava difícil arrumar a casa com Dona Marta sempre dando e mudando de opinião sobre tudo. André sugeriu a Seu Pedro levar a mãe a um passeio ou algo do tipo.


A sugestão foi acatada imediatamente.


Após a saída do casal idoso, a aparência da casa mudou drasticamente, já que André e Carol tinham alugado alguns móveis e decoração de Natal com antecedência.

Música: Elvis Presley - Silent Night...



Na noite de Natal, compareceram todos os convidados.
O corte no rosto de Carol já estava quase invisível. Devido à maquiagem, ninguém viu nenhuma marca em seu rosto naquela noite.


André Martins6 e Leo da Mata6 logo travaram amizade, apesar do segundo não sair muito de casa.


Gabriel Chaves6 e sua ex-mulher Alexandraconversaram civilizadamente em respeito à data.


Giovanna e outro amigo de André estavam se conhecendo melhor no escurinho da varanda...


 Outros que preferiram ficar a sós foram Jason e Rosa Verdeclaro6, já que alguns moradores ainda se assustavam com a aparência física dela e não sabiam ao exato qual seria a reação de André e Carol. E queriam evitar troca de farpas com Dona Marta.


O casal Ribeiro6, que passava por uma crise conjugal, também compareceu.


Animado pela situação, Pedro aproveitou para tirar a esposa para dançar e logo depois ambos trocaram um beijo de boas festas debaixo do azevinho. Até Marta tinha dado uma folga à própria rabugice.


Um Papai Noel fora contratado para animar as crianças, mas, para esquentar o clima natalino, uma das duas árvores de Natal acabou pegando fogo. Com exceção de Carol, ninguém notou o incidente.



As crianças se divertiram com Carrapato e o rádio antigo de Seu Pedro.


Surpreendentemente, aquele Papai Noel deixou um presente que não estava no pacote contratado e depois foi embora sem aviso e sem cobrar pagamento, em um trenó.
Durante a ceia, alguém trocou a emissora de rádio e passou a tocar a canção Silent Night (Noite Feliz), interpretada por Elvis Presley.


Ao perceberem tanta harmonia entre os convidados, a esperança de Carol e André, de que tudo se resolveria em breve, ressurgiu.
  







Capítulo dedicado a Sally Winter, que mora onde realmente faz neve, e a Denise Martins, que ama Colina Formosa e seus moradores.


Notas da autora:
1 Firefly: série de ficção científica, que foi transmitida nos Estados Unidos entre 2002 e 2003.

2 Serenity - A Luta Pelo Amanhã (2005): Retoma a série televisiva Firefly, da Fox, que havia sido cancelada. A sua ação ocorre cerca de dois meses após os acontecimentos do último episódio da série.

3 Jayne Cobb: personagem do seriado Firefly, e estrelado por Adam Baldwin, que reaparece no filme "Serenity"; seu chapéu acaba se tornando um ícone do personagem durante o seriado.

4 Cyber café ou cibercafé: é um local que, pode funcionar como bar ou lanchonete, oferece a seus clientes acesso à Internet, mediante o pagamento de uma taxa, usualmente cobrada por hora.

Geekcon: festival que sempre ocorre em San Myshuno, cidade fictícia de The Sims 4 Vida na Cidade.

André Martins, Leo da Mata, Gabriel e Alexandra  Chaves, Jason e Rosa Verdeclaro, Mariano e Estela Ribeiro: personagens de Colina Formosa. Acredita-se que são representações de famílias de Belavista, devido em parte aos seus nomes em inglês e em parte à formação familiar e histórica deles, mas nem todos partilham da mesma personalidade e interesses dos moradores de Belavista.
Mais informações aqui.





14 comentários:

  1. Aiiiin, que capítulo lindoooooooooooo!!! E dedicado a mim?!!! Morri!!! \o/ Genteeeeeeeee, muuuuuito obrigada, Deeeeeaaaaa!!! Simplesmente amei tuuuuuuuuuudo!!! Texto impecável, enredo maravilhoso e lindas imagens!!! \o/ Simplesmente arrasou!!! Parabéns por esse capítulo incrível!!! E espero que D. Marta aceite a Carol! O que D. Marta disse para Giovanna não foi legal! Sorte que Carol saiu-se muito bem naquela situação chata! #CaroldréTeam Feliz Ano Novo, minha amiga linda! :D S2

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    1. Fico feliz que tenha gostado. Eu é que agradeço as dicas dadas.
      E Dona Marta apenas atira no que vê. E atira para matar. Não á nada pessoal a Carol. Se fosse outra, ela agiria igual. Mas assim como você, também estou torcendo por Caroldré.
      Amei o ship Caroldré e o hashtag #CaroldréTeam.

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  2. Essa sogra da Carol me lembrou alguém

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    1. A minha ideia é que lembrasse a sogra de muitos. Logo teremos mais detalhes sobre ela.

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  3. Capítulo meio tenso para Carol, essa sogra hein?! ninguém merece, espero que elas se entendam logo, e que coisa chata né? a árvore de natal pegar fogo, essa Carol é muito boa mesmo, admirando cada vez mais ela. Sou super fã da Carol, Parabéns Andrea!

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    1. Obrigada! Vamos torcer para que as coisas entre as duas se resolva logo.

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  4. Amei o capitulo!! E que sogrinha em! A Carol ficou linda com esse cabelo! E eu fico muito feliz pela dedicação <3 hauahuaha adoro Colina Formosa :)
    Muito ansiosa para mais sobre essa história, e parabéns por ela, você escreve muito bem e a história prende bastante.
    Felizmente, só consegui ler agora. Por causa do pc e tal auhauhauha

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    1. Que bom que gostou do cabelo, da história e da dedicatória.
      E obrigada pelos elogios.

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  5. Que capítulo lindo! Amei! E essa dona Marta, hein? Eita velha rabugenta!

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    1. Oi Leo!
      Tô tão feliz por vc ter gostado!
      Dona Marta é difícil, mas logo entenderemos o comportamento dela.
      Beijos!

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  6. To gostando da história! Mas nossa Dona Marta, dá uma folga pra Carol coitada, ela até lidou com fogo sozinha! E adorei o Carrapato, todo quietinho com seu rabinho cotoquinho hahaha

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    1. Oi! Que bom que você está gostando da história.
      Carol é uma guerreira, só falta a sogra reconhecer, né?
      Carrapato é tão fofo! Ele é irrequieto até, mas esta longe de ser bagunceiro. Ele é bem treinado, cuidado e amado. Ainda bem! :)
      Obrigada pela leitura.

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  7. Que sogra Fdp! Amei a historia da cicatriz , boa!

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    1. Oi Jojô!
      D. Marta é bem difícil, né? Tadinha de Carol. Ainda bem que Carol tinha uma boa desculpa para a cicatriz.
      Obrigada por ler!

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