14 de ago de 2017

Capítulo 11 - Quem é você




História de dois ex-militares que amam o perigo e o trabalho.
Ambientada em The Sims 2 na primeira e segunda temporada.
A terceira temporada será vivida em The Sims 4.


Atenção: Para ver com letras maiores, é só dar Zoom (segure a tecla Ctrl e aperte o sinal de + do teclado).

Capítulo 11
Quem é você?

Resumo do capítulo anterior: André e Carol descobrem que Pedro é baleado; Eduardo tenta matar Pedro, mas é preso; Pedro se recupera miraculosamente; André conta aos pais o seu trabalho verdadeiro; André e Carol revistam a casa de Eduardo; uma ex de André aparece e tenta lhe dar um beijo na frente de Carol.


Ex vs Esposa


 André imaginou que iria apanhar da mulher, e estava abismado por não se lembrar da ex. E pior: por ela ser filha de quem causou tanto sofrimento a sua família.


— Carol, não é nada do que você está pensando. Eu nem sei o que dizer! Eu não... – André gaguejava.


— Tire já as mãos dele! – Carol ordenou.
— E quem é você? Como ousa me dar ordens? Você entra no meu quarto, fala brigando comigo como se fosse alguém... – Elisa disparou.
— Pois eu sou alguém, sim. Você é a ex? Pois eu sou a ES-PO-SA!!! – Carol enfatizou cada sílaba.


— E-e-esposa?!! – Elisa estava perdida com aquela informação. Agora era ela quem gaguejava.
— Sim, loira. A ruiva é a minha mulher. – André confirmou, orgulhoso da companheira.
— Exato! Ele e eu usamos aliança e não é para enfeite. E você nem perguntou a André se ele queria seu beijo. E ele ainda lhe perguntou o seu nome antes e você nem para se apresentar e nem nada! Já vai agarrando as pessoas assim! Eu tô com vontade de...


— Pera! Eu não me lembro de ter namorado a filha de Eduardo. E eu nunca namorei alguém chamada Elisa. – André atalhou antes que sua ruiva atacasse a outra e perdesse a razão. Foi para o meio delas, antes que a situação piorasse.
— É sério que não se lembra? Eu tinha algumas sardas e todos só me chamavam de Lisa.


Foi quando André se lembrou da garota que tinha namorado em sua adolescência. Seu nome era Elisa, mas quase ninguém a chamava assim. Nem ele.


Elisa resolveu tomar a rédea da situação e tentar consertar sua gafe.
— Peço perdão a vocês. Sou uma tonta romântica. É que quando o vi aqui, pensei que estava esperando por mim. Tipo, fazendo uma surpresa, sabe? Pensei em apenas dar um beijo de “olá”, mas me excedi. Me desculpem!
— Não vou lhe desculpar. Você nem o deixava falar quando cheguei.
— Realmente, eu me comportei mal. É que, você sabe, ele tá tão gost... quer dizer, ele tá tão bonito e estava sozinho aqui em meu quarto, ao lado de minha cama, que me esqueci de todo o resto. Ainda mais depois de tudo o que aconteceu hoje. E vocês estão fazendo o quê aqui?
— Somos investigadores da polícia. E seu pai foi preso ontem. – Carol respondeu.
— Os policiais lá embaixo me contaram isso e disseram que estão verificando a casa, mas me liberaram para eu descansar, já que o horário de visitas acabou na delegacia. Nossa! Isso é tão estranho, o meu pai estar preso! – Elisa então notou a roupa deles – Mas vocês estão sem farda.
— O nosso cargo não exige uniforme. – André esclareceu.
— E o seu pai é acusado de tentar matar o pai de André. – Carol falou a Elisa.


— Como assim?!! Que absurdo! – Elisa estava realmente em choque com a informação.
— Já terminou aqui? – Carol perguntou a André.


— Já. Acho que já olhei tudo. – André estava ainda surpreso que a dona do quarto com decoração de criança ou adolescente tinha sido namorada dele.
— Vamos terminar a busca em outras áreas, então. E você, Sr.ª Elisa, sugiro que fique longe do meu marido.
Elisa estava sem palavras.


No andar de baixo, Carol mostrou o estojo de relógio a André e ao delegado, e falou de suas suspeitas: que o relógio encontrado era o mesmo que Marta usava na noite da morte de Murilo.
Quando saíam, Elisa, que já tinha tirado sua maquiagem, observou o casal. André confortava Carol, que ainda estava furiosa com o ocorrido.


— Acho que não deixarei seu marido em paz. Não mesmo! – Elisa falou só para si mesma.


Embaixo, André e Carol conversavam:


— Fica chateada não.
— Não estou chateada. Só quero fazer churrasquinho de cachorra!


— Tenho uma ideia para desfazer este bico: vamos andando para casa. Andar alivia a tensão e a caminhada nem é tão longa. Tudo bem?
— Tudo bem. Não quero chegar em casa querendo matar alguém. – Carol respondeu após alguns segundos.
— Então me dá um beijo para selar.


Carol acatou melhor a ideia após o beijo de André.




A mesma praça




Enquanto iam para casa, Carol não se aguentou e falou para o marido:


— Quem ela pensa que é para ir chegando e ir dando em cima de todo mundo? Ainda mais quando “todo mundo” é compromissado!
— A mulher tá brava mesmo! Se “todo mundo” for eu, te adianto que é bom estar compromissado com você. – André respondeu, sorrindo feliz por Carol não estar furiosa com ele.
— Enrolador! – Ela reclamou.


Então Carol viu uma pequena praça.
— Ei, André! Nunca estivemos ali.
— A gente ainda tem um tempinho antes de chegar em casa. Quer passar aí antes?
— Quero! E se tiver sorvete, você me paga um! – Carol passou a se animar ao ver o sorriso dele.
— Você só me quer para comprar sorvete! Mulher interesseira! Fazer o quê? Vamos!


E entraram na pequena praça, com Carol rindo da conversa de André.


— Aqui é tão bonito! Porque não viemos aqui antes? – Carol comentou.
— Nem sei. Acho que foi pelo tempo. Nevando direto não tinha graça.


Ao ver a fonte, André inventou uma história na hora e sussurrou no ouvido dela:
— Dizem que esta fonte realiza desejos. Quer aproveitar?


Carol fez seu pedido.
— Pediu o quê? — André imaginava a resposta, mas queria saber dos lábios dela.
— Se eu contar, não vai se realizar. – Carol não respondeu o que André queria, mas ele já estava mais tranquilo ao ver o sorriso dela.


Sabendo que o pai estava bem, André pôde relembrar com alegria o passeio a San Myshuno, antes de comprar o sorvete:



— Aquele Axl é uma figura! E como toca bem! Ainda não sei qual o maior amor da vida dele: a música ou a pizza de Pepperoni.
— Dá empate técnico, mas se Bella estiver na disputa, ela vence, sem sombra de dúvidas. Formam um par tão lindo! Pena que não a vi desta vez. E ainda tem Tasinha, a planta-carnívora dele.


*Nota: Não sabe quem é Axl e Bella? Confira a história deles em "Axl Logan". Clique aqui para ler o primeiro capítulo!
* Nota: imagens concedidas por Sally Winter. Obrigada!

Carol ainda se relembrou do encontro que teve com sua amiga Lorena, que estava muito feliz por ter encontrado o amor de sua vida e também pela gravidez. Até foram convidados para ir ao casamento de Lorena, mas devido à imprevisibilidade do trabalho que tinham, preferiram não confirmar e, assim, evitar desapontá-la depois, caso o trabalho realmente impedisse, pois logo teriam de retornar à Colina Formosa e ao processo contra Eduardo.


— Se Lorena visse esta praça, ia amar também. É tão bonita e calma. – Carol comentou.
— Talvez o marido gostasse também. Ele parece meio metido, mas é gente boa. – André já os considerava casados. 


— Você se divertiu em assustá-lo! Tadinho dele.


— Tadinho nada! E claro que me diverti! Ninguém resiste ao impacto de minhas histórias! – André tinha contado uma de suas aventuras como se tivesse visto num filme, o que deixou Carlos impressionado pela força e emoção das palavras de André.


*Nota: Quer conhecer Carlos e Lorena e sua história de amor com vários altos e baixos? Clique aqui para começar a ler "O Padrasto"! E para assistir ao casamento, clique aqui.



Enquanto saboreavam a merenda, André se lembrou de algo.


E, logo após terminar seu lanche, Carol foi direto ao assunto:
— Por que ficou chocado de repente?
— Chocado? Quem? Eu? 
 Sim, esperto!
— É que não pensei que o sorvete estivesse tão gelado e meu dente doeu. Acho que terei de ir ao dentista ver isso. – André deu a primeira desculpa que lhe veio à mente.
— Vamos nos sentar e você me conta a verdade. Seus dentes são bem fortes e você cuida deles direito.


Sentaram em um banco e de lá podiam ver um grupo de pessoas brincando antes de irem para casa após o dia de trabalho.


— Me conte. O que aconteceu? – Carol voltou a perguntar.
— Você não disse que era péssima em interrogatório? Me faz cada pergunta...
— Não fuja do assunto. O que houve? Talvez eu possa ajudar.
— E se não puder?
— Compartilharemos da mesma emoção. Não foi esse voto que fizemos? “Juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... ”


— “...na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de nossa vida, até que a morte nos separe”. Lembro! A parte do “amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel” é simples com você ao lado, mas sinto que o resto não é tarefa fácil. Não quero que você fique triste por algo meu.
— Agora é tarde. Eu te amo e quero estar junto nesses momentos. – Carol disse com voz doce e aveludada, mas depois prosseguiu com mais energia – Agora fala e não enrola!


André não viu saída senão contar tudo. Ele até podia inventar algo ou manter a história do dente sensível, mas sentiu que podia confiar nela.
— Lembra da namorada que falei ontem? E que era muito mais nova do que eu?
— Nem tenho como esquecer! Ela foi má e mimada contigo, enquanto você foi um herói! Mas dá para relevar. Ela era muito nova.
— Pois é: muito nova. Ela é a mesma Elisa, filha de Eduardo! E foi aqui que descobri a idade dela e terminamos.
— Como assim? – Carol estava surpresa e cada vez mais curiosa.
André continuou o relato:


— Foi naquele banco à frente.


— Agora parece que estou revendo toda a cena. Ela tinha ido ao sanitário e vi o documento no chão. Peguei para dar a ela, para evitar que ela se esquecesse ou o perdesse, quando notei a data de nascimento. Me senti enganado na hora. E logo depois veio a vergonha por eu estar namorando uma garota tão mais jovem. Dali a poucos dias eu já faria 18 anos anos e seria visto como um adulto por todos.


— Quando ela voltou, exigi explicações.


— Ela disse que eu estava fazendo muito barulho por nada, que ela se sentia pronta.


— E me deu o ultimato: ou íamos para a cama ou terminaríamos. Nunca gostei de coerção e terminei. De qualquer forma, não havia chances de continuar. Depois disso, nunca mais a vi. Soube dias depois que ela tinha se mudado. Acho que a magoei muito. – André terminou a história.


— Entendi tudo agora: o fato de você demorar de se lembrar das coisas ontem, não a ter reconhecido hoje, não ter me trazido aqui antes... A sua mente deve ter bloqueado tudo referente a ela, para evitar a repetição da experiência, como visitar este local. E tudo isso por sentir uma vergonha que nem deveria existir. Você agiu tão corretamente com ela! – Carol expôs sua visão.
— Não está chateada comigo? – André estranhou, pois a maioria das mulheres, com quem ele já tinha saído, tinha ciúmes do passado dele.
— E por que deveria?
— Pela situação lá no quarto, por eu já ter estado aqui com ela...
— Fala sério! A praça é pública e você nasceu aqui na cidade! Com certeza você já fez muitas coisas aqui, e foi isso que o ajudou a se transformar no homem que é. E isso só é ruim se algo de seu passado for prejudicar o nosso relacionamento, como Giovana&Cia dar em cima de você novamente. Eu ciumar por cada passo que você já deu antes de nos conhecermos é o que prejudicaria nosso casamento. Me parece tão imaturo e ilógico ciumar de fatos anteriores a “nós”. E, sobre hoje, eu vi você se afastando dela. Se eu visse você se aproveitar da situação de uma mulher se jogar em seus braços, aí sim, eu faria de você picadinho; e faria dela acompanhamento.
André sabia que ela ficaria brava, mas não chegaria tão longe, era só falar por falar. Ele esperava isso ao menos, pois nunca a viu fazer algo ruim. Pelo contrário: era a primeira a ajudar as pessoas e sempre buscava entender o motivo das ações delas, ao invés de julgar.


— E se ela for sua irmã? – André se lembrou desse detalhe.
— Nem sei o que dizer agora. Para agir desse jeito, provavelmente, ela não recebeu uma boa orientação, e eu me sentirei obrigada a conversar com ela, mas prefiro pensar nisso depois. Ainda tenho de dar um jeito de fazer o exame de DNA. Tenho mais medo do resultado do que medo de me expor a Seu Eduardo e pedir para ele fazer o teste. Pelo menos, você não se vangloria por ter namorado duas possíveis irmãs.
— Você parece sempre entender as pessoas! Já pensou em ser psicóloga?
— E perder a chance de ter te conhecido? Não mesmo! Já te disse que você é meu herói?
André estava mais tranquilo pela confiança e carinho de Carol por ele, quando, de repente, Carol falou:


—Suas lembranças deste lugar foram muito prejudicadas, certo? Já sei como resolvermos isso. E se fizéssemos novas memórias daqui? – Carol sugeriu.
— Gostei da ideia!
E assim fizeram. Namoraram em alguns pontos da praça.







Tiveram o cuidado de se beijar nos recantos mais escondidos, por medo de que alguma criança visse. Carol tinha receios de dar mau exemplo. E antes de escurecer, foram para casa, pois já tinham compromisso marcado para aquela noite. A sessão de novas memórias seria remarcada.




Elisa & André



Música: Peggy Lee - Fever



Após a saída dos policiais da casa, Elisa ligou para o advogado da família para saber como ajudar o pai. Não tinha informações boas a respeito, mas pensava que em tudo se podia dar um jeito!


Até porque ela gostava realmente do pai, e, na opinião dela, Eduardo não merecia estar preso. No dia seguinte, ouviria dele sua versão de todo o ocorrido.


Elisa ligou o rádio e foi praticar um de seus hobbies preferidos e que a ajudava a pensar: a pintura.


Estava tocando Fever, na voz de Peggy Lee:
Never know how much I love you / Never know how much I care. / When you put your arms around me, / I get a fever that's so hard to bear. *


* Tradução: Nunca entenderá o quanto eu te amo, / Nunca entenderá o quanto eu me importo. / Quando você coloca seus braços a minha volta, / Eu sinto uma febre que se torna muito difícil de controlar.



Naquele instante, a música tocava o trecho: “Todo mundo tem febre; É algo que todos sabem; Febre não é uma coisa nova; A febre começou muito tempo atrás”. E Elisa se lembrou de seu namoro com André.
Ela tinha ido morar com os avós, já que sua própria mãe não queria saber dela; e seu pai sempre viajava a trabalho e não queria deixá-la sozinha ou em um colégio interno.



Ela foi estudar no colégio particular da cidade, enquanto André estudava em um colégio público. Um dia, tinha ido visitar uma linda praça, quando um garoto resolveu importuná-la e André tomou sua defesa. Hoje ela achava isso brega e desnecessário, mas na época, ela o viu como um herói, mesmo ele tendo apanhado.



Ela conseguiu conquistá-lo, depois de algum tempo.


Um dia, eles tinham marcado um encontro após a aula, e ela tinha ido mais arrumada e sem a farda só para vê-lo. Nesse ponto, Elisa já gostava bastante dele.


Elisa considerava uma pena que, após ela ter voltado do toalete, André tenha terminado o namoro deles. É que ele tinha encontrado seus documentos, que ela tinha deixado cair. E ele não tinha gostado nem um pouco de saber que ela era três anos mais nova do que ele: ela tinha 14 contra os 17 anos dele. Todos diziam que ela parecia mais velha e ela se comportava como tal. Ela não via motivos da bronca dele, ainda mais que estavam acertando os detalhes do dia em que ela perderia a virgindade; e, com ele, ela imaginou que seria muito especial.


Ao voltar para casa, encontrou seu pai, que tinha ido visitá-la. Seu pai sempre quis o bem dela. E a levou de volta para morar com ele.


Ela tinha sido criada pelos avós. 



Mais tarde descobriu que tinha um pai, que, ao contrário da mãe, a amava realmente. Para ficar junto dela, Eduardo tinha se casado com sua mãe Edite, e eles viveram um casamento de fachada; palavras de sua própria genitora, que vivia brigando com Eduardo e com a própria Elisa. Edite vivia dizendo que ela tinha sido um acidente, que se não fossem os avós de Elisa, ela teria abortado. Também tinham sido os seus avós que descobriram quem era o pai dela, pois Edite escondia o fato de todos.


Ela não pretendia abandonar Eduardo agora. Para ela, a questão do fato do pai ser acusado de tentativa de assassinato contra o pai de André só poderia ser engano, pois, na visão dela, Eduardo era a pessoa mais gentil e direita que poderia existir. Ele merecia a felicidade.


*Nota: Imagem por Sally Winter. Obrigada mais uma vez!

Com medo de, no fundo, ser igual a sua mãe, ou de sofrer como o seu pai com um cônjuge ruim, Elisa sempre evitou relacionamentos mais sérios, mas nunca traiu seus namorados, mesmo já tendo sido traída por um deles: Nickollas Refaeli, o mais bonito, charmoso e cretino de todos (um playboy que ela conheceu no Quarto Império).
E ela própria pretendia reconquistar André, pois também achava que merecia ser feliz. Com ele, talvez achasse a felicidade, ou talvez tivesse finalmente o que não pôde antes: uma noite de amor com ele.


— Querido, você não percebeu, mas temos uma história juntos. Você será meu desta vez. Ao contrário do meu ex babaca, vi que você é realmente carinhoso e protetor com sua parceira. E está mais bonito do que eu me lembrava. Já está na hora de você voltar para mim.




Lendas antigas



Após chegarem em casa, André a Carol receberam os amigos Léo e André Martins (ou simplesmente Martins, como a maioria o chamava).


— Obrigada por cuidarem de Carrapato nesses dias. Ele está tão bonito e forte! – Carol comentou.
— E ele deu trabalho? Ele costuma ser bastante hostil com desconhecidos. Só não ataca crianças e nem amigos. – André lembrou.
— Que nada! Esqueceu que o conhecemos na festa de Jason e Rosa? – Martins falou – E ele logo ficou amigo do meu menino.


— E os dois iam lá para casa direto e se divertiam muito. Mas viemos aqui foi para trabalhar e não para elogiar o seu cachorro. Simbora! – Falou Léo, sempre prático.


— Tá bom, apressado. – André disse.
— A gente trabalha, enquanto Jaime cuida do cachorro. – Martins também estava pronto para começar.
— E como vamos dividir as tarefas? – Carol viu que ninguém tinha planejado nada ainda.


— A gente fica com a parte suja e pesada e depois você nos ajuda a arrumar as coisas. Você sabe fazer isso melhor do que nós.
— Tem certeza? Uma ajuda a mais termina mais rápido. – Carol ainda tentou.
— Tenho. Você teve um dia muito desgastante. Não precisa pegar peso. E eu não estarei sozinho. Logo vamos terminar.
— Tudo bem então. – Se ele queria pegar peso no lugar dela, Carol é que não ia reclamar do fato.


Léo e Martins foram ajudar a mudar o quarto de Pedro, que ficaria na antiga sala de costura de Marta, já que o único hotel na cidade oferecia menos conforto para Pedro do que a própria casa. Este arranjo seria temporário, pois André pretendia comprar outro imóvel, mas como o previsto era o pai sair do hospital no dia seguinte, tinha que agir rápido. Os objetos pequenos e relativos à decoração e cuidados pessoais eram colocados em caixas para organizarem melhor depois.


Enquanto os homens mudavam os móveis, Carol foi preparar o jantar. Eles tinham comprado pizza, mas como André pediu que ela não se cansasse com o peso dos materiais, ela ia aproveitar e fazer uma refeição decente para todos.


— André é doido por bolo de cenoura, mas como não tem ingredientes necessários, farei o que der. – Carol falou consigo mesma.


Eles tinham ligado para Marta, que insistiu em ficar lá; e outra pessoa ficaria aquela noite com ela e Pedro.
Quando tudo estava pronto, Carol não se sentou com eles à mesa.


— Porque não janta conosco? – André não gostou de vê-la saindo da sala.
— Estou sem fome e vou adiantar a arrumação das caixas para não ficar muito tarde. Se eu precisar de ajuda, te chamo. Vocês encaixotaram muitas coisas. Quanto mais cedo eu arrumar tudo, melhor.


— Mas é muita coisa. – André insistiu.
— Vou arrumar só o básico então. E depois você me ajuda com o resto. – Carol falou enquanto já saía.
O filho de Martins estava mais interessado na torta de cerejas do que na refeição que Carol fez: arroz, feijão, salada e ovos fritos. Era simples, mas ela sabia de antemão que todos ali preferiam a boa e velha combinação feijão-com-arroz do que pratos chiques.


— Saco vazio não fica em pé. Isso não alimenta, garoto! Isso é para comer depois da comida de verdade. – Martins repreendeu o gosto do filho, pois ele fazia o papel de pai e mãe.


— Qualé, pai? Só hoje! Todo dia eu como feijão com arroz. E essa torta tá muito gostosa! Vou comer lá fora e brinco com o cachorro.
Enquanto pai e filho discutiam e Jaime saía da casa, André aproveitou a ausência da esposa para falar com Léo:


— Você é filho de celtas, né?
— Meus avós é que eram irlandeses na verdade. – Léo esclareceu.
— Queria que você me tirasse uma dúvida, mas não sei se posso confiar em seus conhecimentos sobre isso.


— Esse aí sabe tudo sobre Irlanda, celtas, gnomos, sorte, trevo de quatro-folhas, gaita de fole... Pode perguntar que ele responde! Acredita que ele ainda usa saia quando pode? – Martins falou.
— Kilt, seu cretino! Kilt! É roupa masculina. E gosto mesmo de usar, mas respeito a visão de alguns, e tem horas que não tenho saco para explicar a diferença óbvia entre kilt e saia para outros. E quando faço trabalhos pesados, a calça me dá mais liberdade de movimentos, principalmente quando tem mulher por perto. Já pensou se eu me abaixar e uma mulher ver o que tem debaixo do kilt? Eu me sentiria desconfortável! – Léo comentou.


— A diferença é óbvia para você! Nem todos entendem as variedades culturais. – Martins ainda pegou no pé do outro.
André e Martins entendiam os kilts de Léo, mas Martins gostava de abusá-lo, para vê-lo perdendo a calma. Como Léo sabia disso, a zanga logo passava. Na infância e adolescência, Martins e outros amigos o protegiam daqueles que realmente menosprezavam a cultura da família dele.


— Esquece o idiota do Martins. Qual a dúvida? – Léo se dirigiu a André.


— Li um livro de ficção que descrevia umas mulheres que irradiavam brilhos azuis. Na história, elas eram celtas. – André inventou para não expor a companheira. – Eu queria saber se há algum fundo de verdade por trás dessa lenda, alguma história que a inspirou, ou se foi pura invenção do autor.
— Ficção! Nunca mais li... Que pena. Gostava tanto. – Martins lembrou que após ficar viúvo, mal tinha tido tempo para praticar seus hobbies. – Eu não sabia que você gostava de ler também, Dedé.
— Prefiro livros técnicos, mas como Carol gosta muito de ler, a casa vive cheia desses livros e contos. Resolvi ler também e fiquei curioso sobre esse. – André respondeu (entre os amigos, seu apelido era Dedé).


— Vamos voltar ao assunto do livro: eu não sei se esse foi baseado em fatos e lendas que já existem, mas na terra de meus avós, há sim uma crença de que certas pessoas brilham: são os Feiticeiros ou Bruxos Bons e Infalivelmente Bons.
— Não entendi: feiticeiros ou bruxos?
— Basicamente eram a mesma coisa, pelo que aprendi. Mas, para simplificar, vou chamar todos de Bruxos, ok?
— Ok. Mas e você acredita nisso? – André queria saber.
— Eu não acredito, mas acho possível algo assim: Bem contra o Mal, coisas acima de nossa compreensão... Rosa Verdeclaro é um exemplo.


— E o que sabe a respeito? – André insistiu.
— Essas histórias eram contadas a todas as crianças, e como já tem muito tempo que a ouvi completa, farei um resumo: havia três tipos de Bruxos: os do Bem, os Neutros e os do Mal. E a existência deles era responsável pelo equilíbrio de nosso mundo. Pois! Os bruxos malignos queriam nos destruir. E os bruxos bondosos cuidavam para que isso não ocorresse. Os Neutros só queriam viver a vidinha deles, sem se comprometer com qualquer um desses lados. A depender, os bruxos do Bem até poderiam interferir em nossa história, mas preferiam não fazer, para respeitar a nossa individualidade e livre-arbítrio. Não lembro agora que tipos de encantamentos faziam, mas as histórias diziam que os bruxos bons eram pessoas generosas e muito caridosos: sabiam cuidar das crianças e curar as pessoas.


— Vai dizer que as bruxas boazinhas eram boazudas também? – Martins resolveu zoar. Era cético, mas respeitava se fosse religião; no entanto, estava dizendo essas coisas porque aquilo que Léo contava era uma lenda; e também por gostar de implicar com o amigo, que também o zoava quando podia. Se fosse com outra pessoa, Martins jamais falaria assim.
— Mas é besta esse meu amigo! Claro que beleza nada tem a ver com moral, mas na hora de contar as histórias, as nossas mães e avós as descreviam como lindas! Supondo que fosse realmente assim, as bruxas boas seriam também muitas gostosas, mas esse não é o foco. O que diferenciava principalmente Bruxos do Bem e do Mal eram suas ações. E isso depois refletia na aparência física deles. Pelo menos era o que me contavam: os do Bem eram muito bonitos e tinham um brilho na própria pele, parecendo glitter, e emitiam uma aura azulada e brilhante, capaz de ofuscar; já os do Mal, esses tinham a pele verde e essa emitia uma aura esverdeada ou avermelhada; já os Neutros não possuíam características diferentes assim. Eles eram fisicamente como nós humanos, a não ser que mudassem para o lado do Bem ou do Mal. E quanto a essas aparências especiais, elas só eram visíveis àqueles que fossem extraordinários também.
— E esses Bruxos, eles tinham um reino ou algo assim? — André perguntou, curioso.
— Bem, até onde sei, os Bruxos Bons eram chamados para participar ativamente dos trabalhos no Palácio da Luz Infinita, cujo objetivo era manter a ordem e a paz no mundo; já os Maus eram recrutados para agir na Fortaleza da Escuridão Eterna, onde eles eram os responsáveis por criar todo o caos existente; quanto aos Bruxos Neutros, se fizessem muitas coisas boas ou muitas coisas más, acabariam ficando em um desses dois grupos.


— Esses Neutros eram “obrigados” a fazer uma escolha? É isso? – André queria maiores detalhes.


— Não havia uma obrigação real, mas eles poderiam, por conta de suas ações, acabar em um dos grupos. Assim, poderiam aumentar seu nível de poder e colocar em prática toda a sua potencialidade, fosse ela para o bem ou para o mal.
— E eles poderiam mudar de ideia e mudar de lado? – André continuou com as perguntas.
— Sim. Podiam mudar de lado, mas em geral, poucos faziam isso.
— Não havia nenhuma punição para quem mudasse de lado? – André perguntou novamente.
— Os bruxos do Bem não faziam nada sobre isso justamente para respeitar o livre arbítrio; e até criaram uma lei que proibia a retaliação contra aquele que desistia da vida de Bruxo do Bem; até protegiam os Neutros. Mas os Bruxos do Mal não eram tão compreensivos assim, claro.


— Então rolava guerra de bruxos, é?  – Martins zoava o amigo.
— Na realidade, sim. O nosso mundo era meio que o campo de batalhas deles. Coitado de quem estivesse perto!
— Léo... — André o interrompeu. — Mas voltando ao assunto da aparência dos Bruxos: você disse que apenas seres extraordinários poderiam ver as caraterísticas especiais deles, como os brilhos e cores diferentes. Pode falar mais sobre isso? – André queria respostas para o que o atormentava.
— Os contos diziam que meros mortais, como nós, não conseguiam ver e nem perceber a diferença física diferente neles. Se a bruxa Terrivelmente Má aparecesse agora com sua pele verde, você veria uma mulher comum, de cor de pele comum: negra, branca, morena etc... Por isso eles poderiam viver tranquilamente entre nós, já que não conseguiríamos enxergar suas características mágicas.


André guardava cada informação e pensava se a sua própria esposa era uma dessas bruxas, já que ela emitia uma aura azul; no entanto, ela não tinha a pele brilhante. Assim, para ele, estava descartada a hipótese dela ser uma Bruxa do Mal; principalmente porque ele a conhecia muito bem. E André ainda tinha mais uma dúvida: por que ele conseguia ver?


Enquanto comiam e faziam piadas uns dos outros, André e Martins marcaram para André conhecer as casas disponíveis para venda. Martins repetiu o prato, mas André pouco comia.


— Arrotar na mesa?!! Parece criança, oh, sem educação! Como quer arrumar uma nova mulher com este comportamento? – Léo reclamou.
— A comida tá boa. Se sua mulher tiver uma irmã ou amiga que cozinhe bem, quero conhecê-la. – Martins falou para André.


— Comendo assim, vai engordar e ninguém vai te querer, seu besta! Vai sobrar mais mulher para mim! – Leo pirraçou.
— Olha quem fala! Você está sem ninguém há quanto tempo? Dedé, fala com sua mulher para arrumar alguém para o Donzelo aqui. – Martins também não perdeu a vez.
— E eu lá tenho cara de cupido para ajudar vocês dois a encontrar namorada? E se arrumarem alguém, eu tenho mais o que fazer do que segurar vela.


E assim passaram o jantar, alfinetando um ao outro na brincadeira. Léo e Martins até pensaram em fazer o mesmo com André, mas como ele era praticamente recém-casado, preferiram pegar leve com ele. Por enquanto.


Carol tinha voltado à sala de jantar.
— E aí? Gostaram da comida? – Carol perguntou.
— Estava uma delícia. Pena que meu filho só comeu da torta. – Martins respondeu, já provando da sobremesa.
— E você, André? Não gostou? O prato ainda está cheio.
— Estava esperando você. Já terminou tudo?
— Uma boa parte, mas agora bateu a fome. E você me ajuda com o restante da arrumação mais tarde.
— Fechou!


Na saída, acertaram os detalhes para André e Carol visitarem as casas disponíveis para venda. Léo até pensava na possibilidade de acompanhá-los nas visitas.


O dia de amanhã prometia ser longo para esses dois.





Lotes usados:
Lost Gardens of Healing (reprodução do lote Jardins Perdidos da Cura, de The Sims 4), de alexbgd-
Olde Normandy Chateau, de kamoodle5
220 Wright Way, de missmaxoid.

Mod usado:

Agradecimentos

A Sally Winter e Patricia Leal por me emprestarem seus personagens e imagens, e me permitir usá-los na história. Principalmente Elisa agradece por ter tido a chance de usar Nickolas desta vez.
E a você, leitor, que está acompanhando a história ou começou a ler agora. E a todos aqueles que me apoiam, seja com críticas, sugestões ou comentários.
Falando em comentários, deixe o seu que responderei! E siga o blog!



8 comentários:

  1. Ta ficando otima a história!Aos comentários:

    1- André pensou certo! Na idade que a ex dele tinha é muito cedo pra pensar em sexo!
    2- Sorry Elisa ! ACHEI FOI BOM EDUARDO TA NA CADEIA!
    3- Doido pra ver o que Eliza vai aprontar!

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    Respostas
    1. Fico imensamente feliz por estar gostando!

      1. Realmente, ela poderia achar que já era tempo, mas a lei e a saúde não concordariam com ela.
      2. Você, eu e todos pensamos igual!
      3. Tô com medo do que ela planeja. Ai, ai, ai, ai, ai!!!

      Um beijo Erick! E obrigada pelo comentário!

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  2. Obaaaaaaaaaaa!!! Capítulo novooooooo!!!
    Pense em uma pessoa feliz aqui!!! :D
    Agora, aos comments:

    1. Essa Elisa é uma sem noção! Amei ver Carol colocando a perua no lugar dela!

    2. Huhauhuhauhauhuahua... MORRI aqui com a foto de André com cara de nojo e com o balão de pensamento com Elisa e coraçõezinhos com um X por cima!!! Ele realmente odiou a situação, hein!!! Huhauhuahuahua...

    3. “— Já. Acho que já olhei tudo. – André estava ainda surpreso que a dona do quarto com decoração de criança ou adolescente tinha sido namorada dele.”. Acho que se André visse o quarto de Isabella, ia pensar o mesmo dela! Kkkkkkkkkkkkk... Todo rosinha! Rs...

    4. Geeeeeeeente, que foto é aquela de Elisa apontando para o casal da janela? Ficou linda e combinou demais com a cena!!! Arrasou!!!

    5. Que praça linda!!!

    6. Eu tenho certeza de que o pedido de Carol foi para eles se tornarem pais em breve!!! Estou torcendo aqui por isso!!! :D S2

    7. Olha meu bebê Axl, a Bella e a Tasinha aí!!!!! Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! E eu que agradeço o carinho de sempre, Déa!!! É sempre uma honra vê-los em Vermelho e Verde!!! Aaaamo demaaaaaaaaais tua história!!! \o/ <3 Achei muito fofos os comentários dos dois sobre eles!!! :D <3

    8. Olha essa turma no Quarto Impériooooooo!!! \o/ :D <3

    9. “— Agora é tarde. Eu te amo e quero estar junto nesses momentos. – Carol disse com voz doce e aveludada, mas depois prosseguiu com mais energia – Agora fala e não enrola!”. Carol é das minhas!!! Kkkkkkkkkkkkkk...

    10. Ameiiiiiiiiiiiii a cena onde André relembra a situação com Elisa na praça! Ficou incrível!!!

    11. E que reação maravilhosa a de Carol quando ouviu tudo que ele falou! “Me parece tão imaturo e ilógico ciumar de fatos anteriores a ‘nós’ ”. #CarolMeRepresenta

    12. Que lindos os dois criando novas memórias para aquela pracinha! Gente, eu amo muuuuuuito esse casal!!!  <3

    13. Essa música da Peggy Lee é perfeita demais!!! E combinou demaaaaaaaaais com a personagem e com a cena!!! :D

    14. Que princesinha linda a Elisa criança! :)

    15. Achei muito legal ver a história de André e Elisa pela visão dela. As cenas ficaram lindas!!!

    16. Ainda bem que Elisa não continuou o namoro com o Nick! O Nick, como sabemos, não é flor que se cheire! Ela bem sabe disso, hein, Déa! :)

    17. Olha o Carrapato aí!!! Ele é muito fofo! :)

    18. Maravilhosa a cena em que eles estão organizando as coisas! Amo que vc dá bastante atenção aos detalhes nas cenas, como as caixas na sala! Isso é maravilhoso! :)

    19. Adoro ver o Léo de kilt! :) O Axl adora usar quando está se apresentando! <3

    20. Muito legal o Léo compartilhando as informações (sobre bruxos) que ele possui! Agora ficou a pergunta: por que André consegue ver o brilho? Louca para ver a resposta! :D

    21. E ri muuuuuito com os amigos se perturbando! Principalmente quando Léo disse: “Dedé, fala com sua mulher para arrumar alguém para o Donzelo aqui.”. Kkkkkkkkkkkkkkk...

    22. Louca para ver a casa nova deles!

    23. Nos agradecimentos, ri muuuuuito com essa parte: “Principalmente Elisa agradece por ter tido a chance de usar Nickolas desta vez.”. Mas repito: eu que agradeço por todo carinho, Déa!  <3

    E vou te contar, hein! Que capítulo maravilhooooooooso!!!
    Muito bem escrito, muito bem feito, fotos maravilhooooooosas, muita atenção aos detalhes, nossa!!! Caprichado, como sempre!!! Vc está de parabéns!!! Mal posso esperar pela continuação, Déa!!! Toda vez que termino de ler um capítulo de Vermelho e Verde, fico com aquela sensação de “quero ler maaaaaaaaaais”, de tão incrível que é!!! Amo essa história e seus personagens tão vivos!!! Beijocas, minha talentosa amiga linda! :D

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    1. 1. Também amei ver Carol corrigindo a outra. Elisa é muito sem-noção! A intenção dela poderia ser plausível (o ex, no quarto, ao pé da cama), mas tinha muitos sinais de "pare" ali. A tonta nem viu!

      2. Quando uma mulher fala que quer ser inesquecível, não imagina o tipo de lembrança que pode causar. Acho que a intenção dela não era a de causar nojo em André, mas... Ri muito também com ele!

      3. Mas Bella é uma menina de 18! Já Elisa é mais velha que ela. E já pensou nele casado e acordar num quarto todo cor-de-rosa? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      4. Obrigada por ter achado linda!!! Ela tava medindo André de alto a baixo e aprovando. Elisa é demais!

      5. Não é? Não resisti a ela! E é de TS4!

      6. Também estou na torcida. E contando no dedo os dias em que isso vai se realizar. Eles merecem ser felizes.

      7. Olha meu bebê Axl, a Bella e a Tasinha aí!!!!! Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! E eu que agradeço o carinho de sempre, Déa!!! É sempre uma honra vê-los em Vermelho e Verde!!! Aaaamo demaaaaaaaaais tua história!!! \o/ <3 Achei muito fofos os comentários dos dois sobre eles!!! :D <3
      E como eu não acharia fofos os chapéus e sapatos de Axl? E Tasinha é linda (do jeito dela)! E Bella é uma boneca! Combina com aquela praça com flores!

      8. Tadinho de Carlos! Mas ele gostou das histórias de André. E ficou com o moddlet confiante! Ê André!

      9. Esta não morde e assopra. Ela assopra e depois morde. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Brincadeira! Se ela amolecesse demais, ele ia se sair.

      10. Foi sem querer, mas o ângulo era perfeito demais para deixar passar aquela. Chamei todos os Andrés! Que bom que curtiu a ideia!

      11. #CarolMeRepresenta 2

      12. E a mão boba de Carol? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk As imagens foram lindas e fofas mesmo! Foi difícil escolher uma. Coloquei quatro e tenho mais uma tonelada deles na praça. Até dão aquele beijo de pinguim, só tocando o nariz!

      13. Peggy Lee era linda e loira; Elisa idem... E a letra? O ritmo? O som? Obrigada Peggy! Parece que você interpretou a música para Elisa. Realmente, o encaixe foi incrível!

      14. Elisa era um amorzinho!!! Pena que a mãe não viu isso!

      15. Obrigada! Elisa tinha direito de mostrar a versão dela da história, que, ainda bem, é parecida com a de André. Ela realmente gostava dele. Mas tem coisas que tem que aguardar. Ela ainda não aceita isso pelo visto.

      16. Elisa não é boba, mas também não é confiável. Só que os defeitos dela são diferentes dos de Nick. Se não fosse isso, ela teria gostado de continuar com ele. Mas nem ela aguentou. kkkkkkkkkkkkkkk

      17. Carrapato não pode sumir! É um carinho com todos!

      18. Obrigada pelo reconhecimento. Dá um trabalho achar tudo, mas sempre vale a pena o cenário fazer sentido com o que eles falam ou com o que ocorre na cena.

      19. Quando der, Léo usará os dele logo. Mas ele tem medo de que mulher veja mais que o joelho dele, se ele se abaixar. Compreensível, ainda mais que ele não conhecve muito Carol e ainda não sabia que ela não tem preconceito com as roupas. Ainda bem que Axl não tem a mesma neura de Léo.

      20. Também tô doida para saber do motivo de André ver e os outros não. espero que logo tenhamos a resposta disso.

      21. E ri muuuuuito com os amigos se perturbando! Principalmente quando Léo disse: “Dedé, fala com sua mulher para arrumar alguém para o Donzelo aqui.”. Kkkkkkkkkkkkkkk...

      22. Tá difícil achar a casa "ideal", mas vamos achar! Marta e Pedro merecem conforto. E Carol e André merecem sair do apartamento pequeno onde vivem!

      23. Qual a sim solteira, em seu juízo perfeito, não teria gostado de usar Nick? kkkkkkkkkkkkkkkkk Eu é que agradeço pelo seu carinho. De verdade!

      Valeu pelos elogios! E pode esperar que logo vem mais: esse casal tem muita coisa para contar ainda!

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  3. Obrigada por ter colocado Carlos e Lorena :D
    Achei super engraçado: "Churrasco de cachorra kkkkkkkk
    Cuidado Carol a cachorra loira quer dar umas mordidinhas em André.
    Carol com certeza é uma bruxinha do bem, mas e André? Um ser especial?
    Senti saudades do Seu Pedro e da Dona Marta.
    Fiquei até com pena da Elisa, coitadinha ela não teve uma infância fácil, quem sabe as duas até fiquem amigas né? Ela e Carol.

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    1. Carlos e Lorena podem se considerar fazendo parte da história! Eu, Carol e André os amamos muito! Foi muito divertida a participação deles.
      Churrasco de gato? Não mesmo! Carol tava danada com a outra. Elisa ainda perde para Laura Má! Mas tava parecendo o quê, né? Cachorra! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Elisa, Rosa, Giovana... Todo mundo quer morder André. Eita Carol! Quanto trabalho!
      André é um caso à parte. O título pode se adequar para ele também: "Quem é você, André?"
      Como a história de hoje era grande, não dava ara printá-los no hospital. Mas eles estão bem e logo vão reaparecer. :)
      Faltou a Elisa orientação na infância. O pai e os avós a encheram de mimo e a mãe a encheu de maus tratos verbais. E hoje falta juízo a Elisa! Como as raivas de Carol não são duradouras, é capaz dela tentar ajudar a Elisa. Será que consegue? Tomara! Se virarem amigas, é bônus! Mas pelo que Elisa tá tramando... sei não!

      Obrigada por ler e comentar, Paty! Seus comentários dão um impulso enorme!

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  4. Adorei o capítulo!
    Amo tua história. Queria ter um pouco de sua criatividade <3
    André fez certinho em terminar com Elisa. Fiquei com pena dela por tudo que aconteceu na vida dela.
    Carol você é muito madura, gostei da sua atitude e ficar do lado do marido.
    Os amigos deles são muito engraçados hahaha.
    Gostei muito da história das bruxas boas e más. Aguardando ansiosamente que aparecem algumas.

    Parabéns Dea. Mais um capítulo maravilhoso!!

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  5. Que bom que gostou, Malú!
    E você tem muita criatividade!
    Concordo contigo: André teve juízo e Elisa sofreu com a mãe. Carol é nova, mas tem maturidade de confiança nela e no marido.
    Martins e Léo são duas figuras ótimas! Brincam e brigam entre si, sempre com respeito.
    A história das bruxas é legal, né? Só tenho mesmo se aparecer alguma bruxa do mal.
    Obrigada, Malú, pelo elogio.

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